Eu procuro valor onde ninguém está olhando.

É a única coisa que fiz a vida inteira. Mudou o objeto, nunca o método.

O custo que ninguém olhava

Nos anos 2000, eu trabalhava na Riocard — uma das primeiras fintechs da América Latina. De dentro da operadora, via todo dia uma conta gigante passar batida: o vale-transporte. Caro, burocrático, obrigatório — e invisível. Ninguém auditava, porque ninguém olhava.

Eu olhei. E desenvolvi ali a Gestão Inteligente de Vale-Transporte: a reengenharia da compra da tarifa comum, que transforma um custo cego em custo gerenciado.

O método veio primeiro. A empresa veio quase vinte anos depois: fundei a Otimiza.pro em 2019, e hoje ela já devolveu mais de R$ 1 bilhão ao caixa de mais de 1.000 empresas, integrada a mais de 1.000 operadoras de transporte, com cobertura nacional.

O aluno que ninguém olhava

Toda empresa que economizou com a Otimiza deve alguma coisa a um aluno que repetiu a 4ª série.

Esse aluno não concluiu o ensino médio no período regular. Começou e abandonou três faculdades — Letras, Administração e Ciências Econômicas. Pelos critérios da escola, era um caso perdido.

Esse aluno sou eu. E aos 40 anos fui diagnosticado com o perfil cognitivo que explica o contraste: TDAH e Altas Habilidades/Superdotação do tipo criativo-produtivo — o perfil que não brilha na prova, mas cria o que não existia.

A escola não estava errada sobre o meu boletim. Estava errada sobre onde olhar.

A atenção é o recurso escasso

Levei tempo para perceber que o VT e o boletim eram o mesmo problema. Nos dois casos havia valor real, à vista, e um sistema inteiro apontando o holofote para o outro lado.

É isso que eu faço hoje, dos dois lados da mesma moeda:

Subtrair o que rouba atenção.

É a tese de O Livro do Não Fazer: produtividade não é fazer mais, é cortar. A tesoura, não a caneta. É o #OtimizeSe.

Medir a atenção que ninguém vê.

É o NeuroInPixel: fenotipagem digital passiva — ler sinais psicológicos que nenhum boletim e nenhum RH enxerga.

Conquistar atenção sem mentir.

É engenharia de gancho: a promessa tem que ser irresistível e tem que ser cumprida. Gancho que mente até funciona no clique — e morre na retenção. Clickbait que não entrega não é desonesto só na ética: é engenharia ruim, porque o próprio algoritmo cobra a conta.

Investigar não é metáfora

Sou Inspetor de Polícia do Rio de Janeiro.

Escrevi dois livros que parecem não ter nada em comum. O Livro do Não Fazer é sobre cortar o que não merece a sua atenção. A Culpa é das Ovelhas é exegese: ler a fonte de perto e achar o que a leitura corrente deixou passar.

São o mesmo gesto. Olhar com cuidado onde ninguém olhou.

Como eu trabalho

Continuo fundador mão na massa. Gosto de prototipar, escrever o código e testar a ideia eu mesmo antes de pedir para o time construir — porque produto bom nasce de quem entende o problema a fundo e não tem preguiça de colocar a mão na ferramenta.

Casado desde 2003, pai de três filhos. Moro no Rio de Janeiro. Pego problemas chatos e caros do mundo corporativo e os transformo em produtos simples de usar.